As plantas de folhas grandes são muito decorativas, mas têm um pequeno inconveniente: o pó acumula-se nelas com facilidade. Com o tempo, forma-se uma película cinzenta que tapa a superfície e reduz a luz que chega à folha. A planta cresce mais devagar, perde brilho e fica com um aspeto cansado, mesmo que a rega e o local estejam certos.
Um pano húmido chega
A maneira mais simples de limpar é passar suavemente um pano macio e húmido, de um lado e do outro da folha. Segura-se a folha por baixo com a outra mão, para não a dobrar nem partir, e limpa-se do caule para a ponta. Não são precisos produtos: água simples chega. Os produtos que dão brilho entopem os poros da folha e devem ser evitados.
Em plantas maiores, pode ser mais cómodo levá-las até ao duche e deixar cair água morna, em fio suave, sobre as folhas. É uma limpeza completa, que lava também a parte de baixo, onde se escondem por vezes pequenos parasitas. Depois, deixa-se a planta escorrer bem antes de a voltar a colocar no seu sítio, sem a expor logo ao sol direto, para que as folhas molhadas não queimem.
Nas plantas de folhas pequenas ou peludas, um pano não serve. Nesse caso usa-se um pincel macio e seco, que tira o pó sem estragar a superfície, ou sopra-se com cuidado. Algumas plantas não gostam que se molhe a folha, e convém observar como reagem. Ao limpar, aproveita-se para examinar cada folha, de cima e de baixo, à procura de manchas ou de sinais de problemas.
Fazer esta limpeza de poucas em poucas semanas, num momento fixo, como o início do mês, torna o gesto quase automático. A planta agradece com folhas mais brilhantes e um crescimento mais visível, e a divisão fica mais limpa também. Se houver crianças ou animais em casa, convém informar-se se a planta é tóxica, antes de a pôr num lugar onde possam chegar até ela. Nas folhas muito grandes, vale a pena limpar uma de cada vez, com calma, em vez de tentar despachar tudo numa só tarde.